É impressionante como há infinitas maneiras diferentes de ler, ver, entender e interpretar um livro. A artista Jaz Parkinson faz tudo isso através das cores. A cada vez que o livro descreve um objeto como amarelo, por exemplo, Jaz assinalava um pontinho a mais para o amarelo. Também vale para cores mais subjetivas, segundo...
A ambientação inóspita, por Gabriella Stasiak Zamarchi *Gabriella Stasiak Zamarchi escreve poemas e desenha. Mora no Paraná e tem o blog http://nelmezzodelcamin.blogspot.com.br/
O mundo está cheio de coincidências, e se uma certa coisa não coincide com outra que lhe esteja próxima, não neguemos por isso as coincidências, só quer dizer que a coisa que coincide não está à vista. No exacto instante em que os viajantes de debruçavam para o mar, a península parou. Ninguém ali deu...
Daniel Galera é nascido em São Paulo, mas logo na infância foi para Porto Alegre, onde reside até hoje. Em 2001 lança seu primeiro livro, Dentes guardados. Em 2003 lança Até o dia em que o cão morreu, adaptado para o cinema sob o título “Cão sem dono”. Já pela Companhia das Letras lançou Mãos...
Minha consulta de sábado à noite, por João Faccio Comprei arroz, carne, massa de tomate, cebolas, alho, óleo. Gosto de cozinhar. Me sinto poderoso. Gosto de dar prazer para quem come o que eu faço. A colher de pau é um instrumento fálico. Dá poder. O frigir da cebola na panela, o...
Sopro, por Gabriella Stasiak Zamarchi me sinto assim vazia porque todos somos assim vazios e todos esses livros e arte de pessoas mortas e todas essas teorias filosóficas são assim oportunas porque me sustentam e sustentam meu vazio. e até mesmo a dor e o barulho e a mediocridade sustentam assim o meu...
En rachâchant é um curta-metragem francês lançado em 1982, baseado em um conto de Margarite Duras. O enredo de Ah! Ernesto, escrito pela autora de O amante em 1971, conduziu o rumo das lentes do casal de diretores Danièle Huillet e Jean-Marie Straub. A dupla traça uma crítica ao sistema de ensino arbitrário...
Ao terminar a leitura de O pacifista, lembrei-me de uma entrevista dada por John Boyne à revista Veja, em 2010. Na qual ele afirmava – após ter sido questionado sobre desempenho comercial de sua obra posterior ao O menino do pijama listrado (2008) – que o seu grande desafio não é fazer uma obra...