Por Giordano Zaguini Furtado

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A cultura que o itajaiense e o homem deixarão de ter.

O terreno baldio é conceito exótico, antes nem conceito era.

E o tempo passa quando vejo meu pai no museu, observando a fotografia do campo de supilho ou a prainha da Ema

Ou quando passo diante um outro porto em que meu avo não trabalhou. Estes de máquina e sem suor e terrestreiros, de impecável higiene e inumano .

De madereiras à containeres, vigoramos, adoecemos e sumimos.

A varanda. A máquina de costura. O pano contorcido. O balaio. Passarinhos, missas e desfiles. Pelo rádio o Rio de Janeiro.

Um maremoto cobriria este vassourão.

Esta planície de vassourão.

Desde quando os córregos e ribeirões passaram a se chamarem valas, que devem ser tubuladas e galerificadas. Que padrão é este minha Santa Clara, lagoa morta e exposta..

Espremido no quintal, de costas para o rio, que os outros já não tem.

Livre, no quintal que me ensinaram a ter ou num passeio de bicicleta, pelo Itajaí antigo que por hora trago comigo.

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