“I guess there are never enough books.”
John Steinbeck

Autorais
Quinta do Conto - Vida e morte de um outro rei do brega

Quinta do Conto – Vida e morte de um outro rei do brega

  Vida e morte de um outro rei do brega, de Noah Mera     Começaram a tocar a casa não estava ainda completamente cheia. Do lado de fora os Chevettes, Monzas, Kadetts e Del Reys ainda chegavam trazendo a platéia para o show.  De certa forma era um mundo parado no tempo, ou um...
Verso Livre - Eu escrevo no ato puro de pensar

Verso Livre – Eu escrevo no ato puro de pensar

  Eu escrevo no ato puro de pensar, de Ryan César Roncaglio   Eu escrevo no ato puro de pensar No fim do dia, no choro da noite Sobre o amor, a dor, o açoite Eu escrevo, no puro ato de chorar   Eu digo do que sinto, ou deixo Rio do brilho são da...
Quinta do Conto - Tudo o que esperamos não vai acontecer

Quinta do Conto – Tudo o que esperamos não vai acontecer

  Tudo o que esperamos não vai acontecer, de João Faccio     Quando eu era mais jovem, há uns quinze anos talvez, eu sonhava em encontrar o amor assim: de repente. Sempre criei muitas expectativas, sempre imaginei tudo o que poderia acontecer nos minutos, horas e dias seguintes. Já criei como seria o encontro com...
Verso Livre - Biruta

Verso Livre – Biruta

    Biruta, por Thiago Orlandin   Pensamento voa, ultraleve Ventoso e flutuante Pensar é algo que se pese? Quanto mais for delirante…   Na direção dos quatro ventos Leste, oeste, norte e sul Vida leve voa quatro elementos Água vai fluida azul   Em cima das nuvens brancas Embaixo do ar sem cor Ao...
Verso Livre - S/Título

Verso Livre – S/Título

  Num banco de areia de metro e meio posso ver o Himalaias! E descuro das técnicas alpinísticas para o escalar A bandeira que no cume asteio carrega a glória de poder espantar os pássaros que se saceiam no canteiro do meu quintal. A paz de que necessito assemelha-se a imperatividade de conter o soluço...
Quinta do Conto - Da janela

Quinta do Conto – Da janela

  Da janela – Por Thiago Orlandin   Aos meus queridos avós, Zenaide e Balduino, já falecidos.   Um cigarro entre os dedos e a dignidade nos chinelos cansados pelo tempo. A camisa desabotoada mostrava o peito forte que aguentara os trancos da vida sem se queixar dos percalços de outrora. O calção sujo de...
Verso Livre - Liquidação

Verso Livre – Liquidação

  Liquidação, de Thiago Orlandin   comprei um kg do teu cheiro na liquidação fiz uma mais duas no boleto trinta dias pra pagar e alguns dias mais para entregar - porque eu quis comprar teu jeito? talvez por conta da tal promoção…   eu sei que não posso esperar um dia ser mais que...
Quinta do Conto - Doze de outubro

Quinta do Conto – Doze de outubro

  Doze de outubro – Por Sérgio Maciel   Acendeu o cigarro esperando que a mulher mandasse apagar. Nunca gostou que fumasse. Dizia de um primo que morreu de câncer. Bravejava ao beijá-lo com gosto da fumaça maldita na boca. Ainda mais no inverno. Mal duplo para o pulmão. Sentado na cadeira de palha, fumava....
Quinta do Conto - Ensaio sobre meu pai

Quinta do Conto – Ensaio sobre meu pai

  Ensaio sobre meu pai - Anita Félix   Pensei em fazer um poema que falasse das mãos de meu pai e para isso busquei Vinicius e Sabino e toda uma retórica que não poderia dizer por mim mesma com a singeleza e a ternura que deveria ser. Não conseguindo reproduzir, não querendo copiar. As...
Quinta do Conto - Amor e Ódio

Quinta do Conto – Amor e Ódio

Amor e Ódio, de Noah Mera   Ciúme   O velhinho amargo caminhava em seu jardim ruminando suas leis – as leis eram tudo que importava agora que a criação estava feita. Mas não fora pela desobediência da colheita que havia expulso o jardineiro e sua esposa. A dor é que ao repartir o fruto...
Quinta do conto - Caminhe para noite íngreme

Quinta do conto – Caminhe para noite íngreme

Caminhe para noite íngreme, de Leandro Mayfair   Jogo Perdido Vi afogamentos pela pia azul marinho. Náufrago, me detive com o amassar dos olhos, a luz dando exatidão às coisas. Me segurei em cerâmicas, desagüei em corrimão e te encontrei no térreo com meus sapatos ainda desamarrados. Apoiava-se num vaso em flor branca, sorriu para esconder...
Verso Livre - Poesia na árvore

Verso Livre – Poesia na árvore

Poesia na árvore, de Samuel Costa*   Eu prefiro frases feitas… Lê-las, e pensar que são minhas! Dizer: Eu te amo… Usando velhos clichês Finjo ser poeta Às vezes contista… Uso velhos clichés “Porque dizer eu te amo… Não é dizer bom dia!” Escuto velhas músicas! E chego a pensar que a dor é minha....