Quinta do Conto – Syrah
Syrah – Por João Paulo Oliveira . Frio. A lenha queima na lareira e esquenta a pele, o vinho cai nas entranhas e aquece o sangue, mas nem sangue nem pele resistem ao frio. Sentado em sua poltrona bailarina, o escritor tem à mão a taça que balança no ritmo inaudível da memória, levando...
Concurso de Contos Josué Guimarães
Nesta semana, abrimos o espaço da Quinta do Conto para um serviço de utilidade literária. Quem é fascinado por literatura provavelmente fica ligado nos maiores eventos que acontecem no Brasil, como a Flip, a Bienal do Livro de São Paulo ou a Feira do Livro de Porto Alegre. Em 2011, acontecerá um dos mais esperados...
Retrospectiva – Quinta é dia de conto
Chegamos ao fim da nossa retrospectiva. Completamos assim o arco das três principais seções do blog: Listas, Resenhas e, finalmente, Quinta do Conto: o espaço semanal mais1livrístico dedicado aos leitores e contistas que acompanham o blog. Falando neles, agradecemos os amigos que confiaram seus preciosos contos ao Mais1Livro em 2010. Neste novo ano teremos mais,...
Quinta do Conto – Peso Morto
Peso Morto – Por Hugo Crema . en su agonía preguntó por ti Enrique Vila-Matas . Nem a mãe que tanto se desdobrou soube explicar aquilo quando a polícia veio perguntar por que ele se fantasiaria para se suicidar. A casa era um quarto de despejo à luz das lembranças daquela senhora (velhinha é o...
Quinta do Conto – Paulo Menas, Assassino do Quixote
Paulo Menas, Assassino do Quixote – Por Noah Mera . Faltam cinco minutos para o fim do mundo. Aos leitores mais impressionáveis peço calma, pois este é o típico inicio de texto para agarrá-los e se reconheço minha culpa na utilização deste recurso literário justifico dizendo que é por um bom motivo. Falo aqui, caros...
Quinta do Conto – A Unção
A Unção – Por Samuel C. Costa . - São só dez quilômetros meu amigo! Diz a figura diante do volante. -Que bom! Respondeu de imediato o passageiro, não escondendo o mau humor, pois não gostava das cidades grandes. Achava-as barulhentas, ao contrário das cidades pequenas, que para ele eram as ideais de se viver....
Quinta do Conto – Do submundo
Do submundo – Por João Paulo Oliveira Numa cidade grande como essa, encontrar o mesmo desconhecido várias vezes é irreal. Ele está lá, como Drummond de Andrade em Copacabana sentado, mas sem os óculos. Bem que os óculos da estátua nem sempre estão lá. Perdi o bonde e a esperança deve estar pensando....
Quinta do Conto – Só
Só - Por Adérito Mazive . Expulso da pensão, nada me restou senão me mudar finalmente para o subúrbio. Uma velha senhora me cedeu o cubículo do fundo do seu quintal em troca de uma quantia altíssima. Mas, tirando as baratas e mosquitos que resistiam à qualquer insectisida, devo dizer que vivia razoavelmente bem. Estranhamente,...
Quinta do Conto – Primavera dos Dentes
Primavera dos Dentes - Por Noah Mera . [Sobre amor, liberdade e outras coisas –principalmente as vermelhas] . 07:00 – Amarelo Acordou atrasado, expulso da cama pelo fedor insuportável, prendeu a respiração enquanto arrumava-se apressado – não gostava de se olhar no espelho e hoje tinha uma desculpa perfeita, jogou água no cabelo, um punhado...
Dark Saga III
Dark Saga III - Por Samuel da Costa . Para Rute Margarida Rita e Renan Fillipi da Costa Alma negra! Em escombros…negros ritos…negros prantos. Ritos sagrados! Em brancas brumas, black Soul and Black Vox. Alma negra em Quixadá! Negro pranto…nas ruas de Chicago! Negro drama, negro choro, nas favelas do Brasil. Negro drama nas savanas...
Dark Saga II
Dark Saga II – Por Samuel da Costa . Para Aristides Sousa Maia Não há nada de novo no front. Somente aquela velha guerra suja, subterrânea & covarde. E uma triste constatação, que você deveria estar ao meu a lado, mas não está. Sou eu aldeia. Sou eu árvore…sou eu selvagem…sou eu livre…sou eu caído...
Dark Saga I
Dark Saga - Por Samuel da Costa para Miguel Maria da Costa Meu filho…quando tu nasceres…serás…tão belo,tão casto. Pois ela pariu! Um menino! Ah meu filho! Tão puro! Tão casto! . ― Marguerite! Já podes servir o jantar! ― O tom da dona da casa era formal e pastoso, para disfarçar o ódio que sentia...
