“I guess there are never enough books.”
John Steinbeck

Colunistas
Minhas férias

Minhas férias

  Peço desculpas, tem tempo que eu não apareço. Mais que isso, tem uns dois meses. Pois bem, ora pois, o que eu andei fazendo nesse meio tempo é sim do interesse da coluna e pode ser explicado em poucas palavras: estava escrevendo um livro, um romance. Então é isso, fui a São Paulo, varei...
Os Quadrinhos, a continuidade e as crises temporais

Os Quadrinhos, a continuidade e as crises temporais

  O tempo nos Comics e Mangás As duas principais tradições dos quadrinhos no mundo tem uma maneira bem diferente de tratar o tempo em suas narrativas. O mangá japonês sempre trata de histórias fechadas, com final determinado, findada a saga, não importa o sucesso, a história não é continuada por nenhum meio artificial. No...
Macaqueção

Macaqueção

    Lendo um que outro blogue por aqui e por ali, vendo egos inflarem e desinflarem seguindo a maré de resenhas, comentários e críticas (ew) opiniosos e personalistas, quando não claramente subsidiadas, desenvolvi umas teorias pra explicar minha vontade de ir morar (talvez até escrever) no meio do mato. A internet propicia um mal...
O alienista

O alienista

    (brasília, chuva torrencial pro padrão brasiliense, mind eraser, do black keys, no som)   Os habitantes do Rio Grande do Sul sempre arranjaram uma maneira, até hoje arranjam, de destacar o quão separado o estado está do resto do país ao qual, por acaso e infortúnio, pertence. Isso vai das sagas regionalistas ao...
A máquina universal (do heliocentrismo ao egocentrismo)

A máquina universal (do heliocentrismo ao egocentrismo)

  Por Diego da Cruz O papel do intelectual é ingerir o mundo e devolvê-lo ao próprio mundo com uma porção a mais de razão. Dissecar os seres, explicar os fenômenos, desmantelar os átomos, analisar as correntes, justificar os fatos, etc. Mas eu vejo, e é muito difícil não ver, o retorno da segregação racial,...
O poder das palavras ou Sobre minhas dificuldades com os adjetivos

O poder das palavras ou Sobre minhas dificuldades com os adjetivos

  Todo mundo conhece aquela velha máxima “uma imagem vale mais que mil palavras”. Baboseira, coisa de propagandista. Quem sabe das coisas é Manoel de Barros: “imagens são palavras que nos faltaram”. Aliás, se o culto à imagem começou lá na idade da pedra com as pinturas rupestres, a palavra foi alçada ao mais alto...
Eles eram poucos cavalos (com siglas pra ser hipster)

Eles eram poucos cavalos (com siglas pra ser hipster)

  Por Hugo Crema Compro livros com algum fervor e os leio com um pouco menos de fervor. Compro por um impulso de traça, de achar que atrás de cada capa estranha pode estar a revolução. Às vezes calha de algum desses livros serem de jovem autor de literatura brasileira contemporânea (JALBC), às vezes, convencido...
Print on demand: solução ou problema maior?

Print on demand: solução ou problema maior?

  Recentemente vi que há, além das publicações individuais em e-books, uma nova maneira de publicação chamada POD – print on demand -, mais uma maneira de evitar o grande desperdício que ocorre nas editoras quando o livro não tem a saída esperada, ou ainda quando há eventuais erros de revisão, diagramação, etc. O serviço...
Procurem as coordenadas -24.037724,-70.440034 no google maps

Procurem as coordenadas -24.037724,-70.440034 no google maps

  Por Hugo Crema Só elementos visualistas indiciam a violência em Estrella Distante, e mesmo assim, pouco conclusivamente: fotos, filmes, e palavras de ordem riscadas no céu. E há nada de cruento nessas descrições, no máximo um cuerpos destrozados aqui e ali. O terror, o verdadeiro terror, está no poder de antecipação e sugestão, é...
fuga adiante em círculos

fuga adiante em círculos

  Por Hugo Crema o primeiro livro do e.e. cummings é uma autobiografia (besteira dizer que ficcional), saiu em 1926. Eça de Queiroz, Salinger, Juó Bananére apareciam como personagens em seus livros. eram esses caras desengessadores da literatura a partir daí? ainda mais num país onde endeusamos transgressão (flip pra oswald de andrade, o selo...
Complexo de Cupim com asas

Complexo de Cupim com asas

  Borges disse que comparar Londres a um labirinto Dickens e Chesterton já tinham feito, não repetirei o erro. São Paulo é a cidade da errância, a despeito da eficácia ou não de meios de transporte, não se chega a um ponto, só é possível voejar em torno, imaginá-lo, dar-lhe um contorno a partir do...
Ecos&Overdrive: Sinédoque&Paralaxe

Ecos&Overdrive: Sinédoque&Paralaxe

  Por Hugo Crema   brasília, calor nublado, stephen malkmus no som.   Como semana que vem quero problematizar o rótulo transgressor, usado a torto e a direito no por aí, esta semana vou falar sobre referencial e representação. Espero ser claro o suficiente e não muito chato. Borges usa sempre uma metáfora que pode...