Lendo um que outro blogue por aqui e por ali, vendo egos inflarem e desinflarem seguindo a maré de resenhas, comentários e críticas (ew) opiniosos e personalistas, quando não claramente subsidiadas, desenvolvi umas teorias pra explicar minha vontade de ir morar (talvez até escrever) no meio do mato. A internet propicia um mal de montano esquisito, caracterizado pelo semissatisfação de estar semiinformado, além do mais quem vaga por twitter, facebook, essas coisas se sente talvez aproximado demais desse objeto que é o socalled campo literário, essa proximidade é ilusória, claro, não substitui a leitura das obras, mas é uma moeda de troca em certas instâncias de relacionamento internético. Ou seja, as picuinhas, as fofoquinhas, as informações que escapam, são cortina de fumaça pra obras muitas indefensáveis que são empurradas. Já falei em algum lugar, melhor que ler é reler, e repiso, melhor que comprar é comprar com uns cinco anos de defasagem pra se afastar do redemoinho que traga nosso dinheiro e nossa atenção pra sorvedouros esquisitos.
* Por Hugo Crema, capricorniano, escritor, não necessariamente nesta ordem, escritor, vivo de passado.


2 comments
Vanessa says:
dez 15, 2011
pior que é mesmo. Facebook até tem “livro” no nome, mas não substitui uma leitura de verdade. rs. desculpe a brincadeira boba.
Francisco Souza says:
jan 9, 2012
Concordo plenamente. Isso de substituir livro por filme ou leitura do livro por resenha só nos aproxima do personagem de Lázaro Ramos em O Homem Que Copiava. Era um cara que sabia um pouquinho sobre muitas coisas e não sabia nada profundamente.