Já decretaram a morte do teatro, do rádio e do cinema. Até mesmo o império da TV precisou de uma recauchutada na última década. A internet que era o bicho-papão das mídias tradicionais finalmente absorveu o papel de grande agregador cultural, meio catalizador meio memória virtual. Mas a velha tendência de decretar a substituição das coisas velhas pelas novas permaneceu. E agora chegou a vez do livro.

Os leitores digitais, tablets e afins (vide Kindle) criaram uma turbulência no imaginário de muita gente por aí. Futurólogos de plantão já começaram a cogitar o fim do livro, o apocalipse da literatura como a conhecemos. As opiniões mais razoáveis convergem para um cenário compartilhado. O livro digital provavelmente vai ganhar muito terreno na década 2010, e dividir espaço com o bom, velho e palpável papel. Escreverei mais sobre o tema em outro momento.

No vídeo abaixo, o escritório californiano de design IDEO propõe três possibilidades: Nelson, Coupland, e Alice – “as faces do livro de amanhã”. Gadgets que inserem as soluções digitais – redes sociais, geoposicionamento, etc – nos hábitos do leitor de ficção e não-ficção, leitores dividindo suas bibliotecas on-line, debatendo a obra em tempo real, ou até mesmo interagindo com o conteúdo do livro. Resumindo, mais compartilhamento e engajamento. Nada MUITO além do que um iPad pode fazer por você hoje. Nada além do que você já dispõe com os simplórios livros de papel e um pouco de força de vontade.

 

 

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