Jorge Furtado, o grande cineasta brasileiro, diretor de um dos melhores curta-metragens que eu já vi – Ilha das Flores, elegeu os seus 10 começos de livros favoritos. Confira.

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“Tudo isso aconteceu, mais ou menos.” Matadouro Número 5, Kurt Vonnegut.

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“Ao despertar após uma noite de sonhos agitados, Gregor Samsa encontrou-se em sua cama transformado num inseto gigantesco.” A Metamorfose, Franz Kafka.

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“Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte.” Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis.

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“Você vai começar a ler o novo romance de Ítalo Calvino, Se Um Viajante Numa Noite de Inverno. Relaxe.” Se um Viajante Numa Noite de Inverno, Italo Calvino.

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“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendia haveria de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo”. Cem anos de solidão, Gabriel Garcia Márquez.

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“Mamãe e papai não passavam de duas crianças quando se casaram. Ele tinha dezoito anos, ela dezesseis e eu, três.” Autobiografia de Billie Holiday.

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“Me chame de Ismael.” Moby Dick, Herman Melville.

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“Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não, Deus esteja.” Grandes Sertão: Veredas, Guimarães Rosa.

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“A arte de amolecer diariamente o tijolo, a tarefa de abrir caminho na massa pegajosa que se proclama mundo, esbarrar cada manhã com o paralelepípedo de nome repugnante, com a satisfação canina de que tudo esteja em seu lugar, a mesma mulher ao lado, os mesmos sapatos e o mesmo sabor da mesma pasta de dentes, a mesma tristeza das casas em frente, do sujo tabuleiro de janelas de tempo com seu letreiro Hotel de Belgique.” Histórias de Cronópios e de Famas, Julio Cortázar.

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“Se querem mesmo ouvir o que aconteceu, a primeira coisa que vão querer saber é onde eu nasci, como passei a porcaria da minha infância, o que meus pais faziam antes que eu nascesse, e toda esta lengalenga tipo David Copperfield, mas, para dizer a verdade, não estou com vontade de falar sobre isso.” O Apanhador no Campo de Centeio, J.D. Salinger.

Originalmente publicado no Terra Magazine, 18 de maio de 2006.

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E para você, quais são os melhores começos de livros de todos os tempos?

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