Textos de João Paulo Oliveira. Colaboração de Noah Mera e Luiz Fernando Cardoso.
Todo leitor adora uma lista. Não só adora como também faz listas. É muito provável que você, logo ao ler o título “os 10 maiores escritores vivos”, tenha enumerado alguns nomes inconscientemente. Foi mais ou menos isso que aconteceu comigo.
Algum tempo atrás, li que Jorge Furtado considerava Kurt Vonnegut o maior escritor vivo. Era a primeira vez que eu pensava nesses termos. O maior sempre fora definitivo, esteve sempre sepultado no passado. Era uma nova perspectiva: quem seriam os escritores fundamentais do nosso tempo, os nossos clássicos.
Vonnegut faleceu em 2007. De lá para cá, perdemos também J.D. Salinger, John Updike, Moacyr Scliar e José Saramago. Mas outros escritores continuaram nos desafiando, provocando, encantando, irritando, divertindo e um punhado de outros gerúndios; escritores com o poder de nos enriquecer culturalmente.
Mais1Livro comprou o desafio de escolher 10 nomes que representam o que temos de melhor na literatura nos dias de hoje. Convidamos escritores, jornalistas, blogueiros e especialistas para ajudar. Cada um ficou responsável pelos seus 10 favoritos e, ao final, os autores mais citados seriam os nossos dez, independentemente de ordem/ranking. Assim foi.
Eis nossos bravos jurados: (Clique para conferir as listas individuais) João Paulo Oliveira, Rogério Galindo, Jary Mércio Almeida Pádua, Laurentino Gomes, Noah Mera, Cristiano Moreira, Antônio Xerxenesky, Caetano Galindo e Thiago Ramari.
Não nos esquivamos da polêmica. Nossa lista, como todas as listas, passa longe de ser definitiva. Nem temos essa pretensão. Por isso, leitor, gostaríamos de saber os seus favoritos. Deixe comentários, critique, espalhe, participe. Afinal, a literatura está muito mais para pessoal do que universal.
Sem mais, esses são Os 10 Maiores Escritores Vivos de acordo com Mais1Livro.com:
(por ordem alfabética)
John Maxwell Coetzee
Cidade do Cabo, África do Sul, 1940
Prêmio Nobel de Literatura, 2003
Obra selecionada: Desonra
O escritor sul-africano (e australiano desde 2006) J.M. Coetzee não é partidário dos holofotes. Venceu dois Book Prize e não compareceu em nenhum. Nem mesmo no Nobel, recebido em 2003, o escritor deu as caras. Já em 2007 permitiu-se um breve deslize ao apareceu aqui no Brasil, para participar da FLIP. Enquanto suas aparições são raras, seus livros falam muito por si. Em tons predominantemente autobiográficos, Coetzee mostrou-se uma das vozes mais fortes e críticas do continente africano, sendo a política anti-apartheid uma de suas bandeiras.
Umberto Eco
Alexandria, Itália, 1932
Austrian State Prize, 2001
Obra selecionada: O Nome da Rosa
A obra de Umberto Eco nos campos da linguística e da filosofia é muito mais vasta do que na ficção. Por outro lado, não fosse O Pendulo de Foucault, Baudolino e O Nome da Rosa, o italiano provavelmente não estaria nessa lista. Dentre nossos dez nomes, sem dúvida Umberto Eco foi quem produziu o trabalho acadêmico mais rico, sendo considerado um dos semiólogos fundamentais do nosso tempo. O notável O Nome da Rosa não deixa de conter a profundidade crítica característica do intelectual, sendo amplamente considerado um romance filosófico, repleto de referências históricas e literárias.

Rubem Fonseca
Juiz de Fora, Brasil, 1925
Prêmio Camões, 2003
Obra selecionada: Agosto
Entre o final dos anos 80 e começo dos anos 90, o nome de Rubem Fonseca começou a ondular entre alguns círculos literários na Europa e nos EUA, enquanto no Brasil o escritor se consagrava com Agosto. Adepto da ficção histórica e de uma boa história policial, Rubem Fonseca caracterizou-se pela experimentação, pela fusão da linguagem oral com a estética cinematográfica, por descrever um Brasil das ruas: violento, misterioso e dramático. E como se a literatura não fosse o bastante, o mineiro destacou-se também como roteirista, levando às telas alguns dos seus principais romances.

Doris Lessing
Kermanshah, Irã, 1919
Prêmio Nobel de Literatura, 2007
Obra selecionada: A Canção da Relva
Doris Lessing já recebeu todas as honrarias possíveis: do Nobel de Literatura à Ordem do Império Britânico. Já escreveu romances de inspiração feminista e socialista, já protestou contra o racismo e a violência infantil, já morou no Irã, Rodésia do Sul (hoje Zimbábue) e Inglaterra, já escreveu ficção-científica e ficção quase autobiográfica, já publicou alguns livros com o pseudônimo Jane Somers e já escreveu mais de 60 obras, entre ficção, não-ficção, conto e história em quadrinhos. Com 91 anos, Doris Lessing é a escritora mais velha da nossa lista e também a única mulher. Não lhe faltam predicados.
Mario Vargas Llosa
Arequipa, Peru, 1936
Prêmio Nobel de Literatura, 2010
Obra selecionada: A Casa Verde
Em 2010 uma injustiça foi reparada: Mario Vargas Llosa finalmente recebeu o Nobel de Literatura, arrancando saudações que há tempos a Academia Sueca não recebia. Na década de 1960, o peruano fez parte do boom latino-americano, movimento que o consagrou em todo o mundo, juntamente com Júlio Cortazar, Carlos Fuentes e Gabriel García Márquez. Reconhecido como liberal, o escritor foi derrotado na campanha à presidência do Peru em 1990, mas a luta pela liberdade, tema dos seus romances, é uma das suas vitórias incontestáveis.
Gabriel García Márquez
Aracataca, Colômbia, 1927
Prêmio Nobel de Literatura, 1982
Obra selecionada: Cem Anos de Solidão
Se existe um livro que se destaque sobre todos os demais na literatura sul-americana do século XX, este é Cem Anos de Solidão. Mas Gabriel García Márquez é maior que sua obra-prima. Gabo foi a figura central do realismo mágico, o estilo literário que colocou nosso continente na vanguarda da literatura mundial durante os anos 60, e que lhe rendeu um Nobel de Literatura em 1982. Romancista por excelência, mas também contista, jornalista e até cineasta, o colombiano vive hoje na Cuba do seu amigo Fidel Castro, onde se declarou aposentado em 1º de abril 2009. Torcemos para que seja mentira.
Cormac McCarthy
Providence, Estados Unidos, 1933
PEN/Saul Bellow Award, 2009
Obra selecionada: Meridiano de Sangue
Derramamentos de sangue, perseguições pelo faroeste, regionalismos góticos, maratonas pós-apocalípticas: Cormac McCarthy escreve sensacionalmente bem sobre quaisquer desses temas, e se tem algo que ele escreve ainda melhor são diálogos. Ah, como são incomparáveis seus diálogos. McCarthy foi considerado pelo crítico literário Harold Bloom como um dos quatro cânones da literatura norte-americana contemporânea (ao lado de Don DeLillo, Thomas Pynchon e Philip Roth) e seu romance Meridiano de Sangue foi citado pelo mesmo crítico como o melhor livro desde Enquanto Agonizo, de William Faulkner, escritor norte-americano com quem McCarthy é frequentemente comparado.
Thomas Pynchon
Glen Cove, Estados Unidos, 1937
MacArthur Fellowship, 1988
Obra selecionada: O Arco-íris da Gravidade
Denso, complexo, obscuro, desconhecido, Thomas Pynchon é uma figura folclórica. Vive, não sabemos onde (México? Ilha de Lost?), em afastamento total e permanente das mídias de massa e sua foto mais recente é provavelmente essa aí de cima. Mas seu talento precede sua fama. Considerado um escritor pós-moderno/realista histérico, Pynchon utiliza-se de um vasto repertório de temas, da paranoia ao racismo, da metafísica ao rock n’ roll; para criar alguns dos livros mais celebrados das últimas décadas. É provavelmente o escritor mais cool a ter chegado a tamanho nível de criação literária.
João Ubaldo Ribeiro
Itaparica, Brasil, 1941
Prêmio Camões, 2008
Obra selecionada: Viva o Povo Brasileiro
O herdeiro da tradição modernista brasileira da primeira metade do século XX, João Ubaldo Ribeiro já foi considerado um misto de Graciliano Ramos e João Guimarães Rosa. E como um bom modernista, tem o talento de escrever sobre regionalismos ao mesmo tempo em que descrever toda uma nação; de criar personagens com a cara do brasileiro, capazes de rir de si mesmos, explorando o contexto social com ironia e humor. O autor de Viva o Povo Brasileiro e Sargento Getúlio é o mais novo da nossa lista. O leitor pode esperar muito ainda desse bom baiano.
Philip Roth
Newark, Estados Unidos, 1933
PEN/Saul Bellow Award,2007
Obra selecionada: Pastoral Americana
Philip Roth é todo ano um forte candidato a levar o Nobel de Literatura. Especula-se que o motivo que o separa do galardão é a contenda política entre a Academia Sueca e os Estados Unidos (desde 1993 nenhum estadunidense é laureado). Sem o Nobel, mas com várias outras premiações: três PEN/Faulkner, dois National Book Award, um Pulitzer de Ficção e a honra de ser o único escritor norte-americano vivo a ter sua obra publicada pela Library of America. O estilo frustrado, íntimo, satírico, engenhoso e provocativo com o qual Roth aborda seus temas favoritos (judaísmo, patriotismo e a própria biografia) o transformaram no escritor mais bem-sucedido da sua geração. Quem disse que o Nobel é tão importante?
John Maxwell Coetzee
Cidade do Cabo, África do Sul, 1940
Prêmio Nobel de Literatura, 2003
Obra selecionada: Desonra
O escritor sul-africano (e australiano desde 2006) J.M. Coetzee não é partidário dos holofotes. Venceu dois Book Prize e não compareceu em nenhum. Nem mesmo no Nobel, recebido em 2003, o escritor deu as caras. Já em 2007 permitiu-se um breve deslize ao apareceu aqui no Brasil, para participar da FLIP. Enquanto suas aparições são raras, seus livros falam muito por si. Em tons predominantemente autobiográficos, Coetzee mostrou-se uma das vozes mais fortes e críticas do continente africano, sendo a política anti-apartheid uma de suas bandeiras.
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Umberto Eco
Alexandria, Itália, 1932
Austrian State Prize, 2001
Obra selecionada: O Nome da Rosa
A obra de Umberto Eco nos campos da linguística e da filosofia é muito mais vasta do que na ficção. Por outro lado, não fosse O Pendulo de Foucault, Baudolino e O Nome da Rosa, o italiano provavelmente não estaria nessa lista. Dentre nossos dez nomes, sem dúvida Umberto Eco foi quem produziu o trabalho acadêmico mais rico, sendo considerado um dos semiólogos fundamentais do nosso tempo. O notável O Nome da Rosa não deixa de conter a profundidade crítica característica do intelectual, sendo amplamente considerado um romance filosófico, repleto de referências históricas e literárias.
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Rubem Fonseca
Juiz de Fora, Brasil, 1925
Prêmio Camões, 2003
Obra selecionada: Agosto
Entre o final dos anos 80 e começo dos anos 90, o nome de Rubem Fonseca começou a ondular entre alguns círculos literários na Europa e nos EUA, enquanto no Brasil o escritor se consagrava com Agosto. Adepto da ficção histórica e de uma boa história policial, Rubem Fonseca caracterizou-se pela experimentação, pela fusão da linguagem oral com a estética cinematográfica, por descrever um Brasil das ruas: violento, misterioso e dramático. E como se a literatura não fosse o bastante, o mineiro destacou-se também como roteirista, levando às telas alguns dos seus principais romances.
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Doris Lessing
Kermanshah, Irã, 1919
Prêmio Nobel de Literatura, 2007
Obra selecionada: A Canção da Relva
Doris Lessing já recebeu todas as honrarias possíveis: do Nobel de Literatura à Ordem do Império Britânico. Já escreveu romances de inspiração feminista e socialista, já protestou contra o racismo e a violência infantil, já morou no Irã, Rodésia do Sul (hoje Zimbábue) e Inglaterra, já escreveu ficção-científica e ficção quase autobiográfica, já publicou alguns livros com o pseudônimo Jane Somers e já escreveu mais de 60 obras, entre ficção, não-ficção, conto e história em quadrinhos. Com 91 anos, Doris Lessing é a escritora mais velha da nossa lista e também a única mulher. Não lhe faltam predicados.
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Mario Vargas Llosa
Arequipa, Peru, 1936
Prêmio Nobel de Literatura, 2010
Obra selecionada: A Casa Verde
Em 2010 uma injustiça foi reparada: Mario Vargas Llosa finalmente recebeu o Nobel de Literatura, arrancando saudações que há tempos a Academia Sueca não recebia. Na década de 1960, o peruano fez parte do boom latino-americano, movimento que o consagrou em todo o mundo, juntamente com Júlio Cortazar, Carlos Fuentes e Gabriel García Márquez. Reconhecido como liberal, o escritor foi derrotado na campanha à presidência do Peru em 1990, mas a luta pela liberdade, tema dos seus romances, é uma das suas vitórias incontestáveis.
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Gabriel García Márquez
Aracataca, Colômbia, 1927
Prêmio Nobel de Literatura, 1982
Obra selecionada: Cem Anos de Solidão
Se existe um livro que se destaque sobre todos os demais na literatura sul-americana do século XX, este é Cem Anos de Solidão. Mas Gabriel García Márquez é maior que sua obra-prima. Gabo foi a figura central do realismo mágico, o estilo literário que colocou nosso continente na vanguarda da literatura mundial durante os anos 60, e que lhe rendeu um Nobel de Literatura em 1982. Romancista por excelência, mas também contista, jornalista e até cineasta, o colombiano vive hoje na Cuba do seu amigo Fidel Castro, onde se declarou aposentado em 1º de abril 2009. Torcemos para que seja mentira.
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Cormac McCarthy
Providence, Estados Unidos, 1933
PEN/Saul Bellow Award, 2009
Obra selecionada: Meridiano de Sangue
Derramamentos de sangue, perseguições pelo faroeste, regionalismos góticos, maratonas pós-apocalípticas: Cormac McCarthy escreve sensacionalmente bem sobre quaisquer desses temas, e se tem algo que ele escreve ainda melhor são diálogos. Ah, como são incomparáveis seus diálogos. McCarthy foi considerado pelo crítico literário Harold Bloom como um dos quatro cânones da literatura norte-americana contemporânea (ao lado de Don DeLillo, Thomas Pynchon e Philip Roth) e seu romance Meridiano de Sangue foi citado pelo mesmo crítico como o melhor livro desde Enquanto Agonizo, de William Faulkner, escritor norte-americano com quem McCarthy é frequentemente comparado.
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Thomas Pynchon
Glen Cove, Estados Unidos, 1937
National Book Award, 1974
Obra selecionada: O Arco-íris da Gravidade
Denso, complexo, obscuro, desconhecido, Thomas Pynchon é uma figura folclórica. Vive, não sabemos onde (México? Ilha de Lost?), em afastamento total e permanente das mídias de massa e sua foto mais recente é provavelmente essa aí de cima. Mas seu talento precede sua fama. Considerado um escritor pós-moderno/realista histérico, Pynchon utiliza-se de um vasto repertório de temas, da paranoia ao racismo, da metafísica ao rock n’ roll; para criar alguns dos livros mais celebrados das últimas décadas. É provavelmente o escritor mais cool a ter chegado a tamanho nível de criação literária.
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João Ubaldo Ribeiro
Itaparica, Brasil, 1941
Prêmio Camões, 2008
Obra selecionada: Viva o Povo Brasileiro
O herdeiro da tradição modernista brasileira da primeira metade do século XX, João Ubaldo Ribeiro já foi considerado um misto de Graciliano Ramos e João Guimarães Rosa. E como um bom modernista, tem o talento de escrever sobre regionalismos ao mesmo tempo em que descrever toda uma nação; de criar personagens com a cara do brasileiro, capazes de rir de si mesmos, explorando o contexto social com ironia e humor. O autor de Viva o Povo Brasileiro e Sargento Getúlio é o mais novo da nossa lista. O leitor pode esperar muito ainda desse bom baiano.
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Philip Roth
Newark, Estados Unidos, 1933
PEN/Saul Bellow Award,2007
Obra selecionada: Pastoral Americana
Philip Roth é todo ano um forte candidato a levar o Nobel de Literatura. Especula-se que o motivo que o separa do galardão é a contenda política entre a Academia Sueca e os Estados Unidos (desde 1993 nenhum estadunidense é laureado). Sem o Nobel, mas com várias outras premiações: três PEN/Faulkner, dois National Book Award, um Pulitzer de Ficção e a honra de ser o único escritor norte-americano vivo a ter sua obra publicada pela Library of America. O estilo frustrado, íntimo, satírico, engenhoso e provocativo com o qual Roth aborda seus temas favoritos (judaísmo, patriotismo e a própria biografia) o transformaram no escritor mais bem-sucedido da sua geração. Quem disse que o Nobel é tão importante?









28 comments
Humberto says:
mar 20, 2011
“H”umberto Eco! Valha-me Deus. Matou aula, é? E olha que o sujeito é escritor.
Mais1Livro.com says:
mar 20, 2011
Não podemos fazer nada se na Itália eles escrevem Umberto sem H, né amigo.
abraço, Humberto.
Leonardo says:
abr 26, 2012
meu deus… o cidadão não sabe que o Umberto Eco NÃO tem H… quem será que tem que voltar para a escola? rsrsrs
Humberto says:
mar 21, 2011
Acho que você entendeu errado. Aliás, se tivesse prestado atenção ao seu próprio conteúdo (via links de twitpics), teria notado que meu comentário se referia à lista de Laurentino Gomes, onde o pobre Umberto ganhou um “h”!
Mais1Livro.com says:
mar 21, 2011
Ah… tá certo.
Não ficou muito claro antes. É um erro de revisão comum.
Valeu pela dica, Humberto, vamos corrigir.
Ana Maria says:
mar 21, 2011
Esta sim, é uma lista responsável.
A primeira, é risível !!!!!!
Parece uma piada, e de muito mau gosto.
Adolfo Caetano Netto says:
mar 22, 2011
Que me desculpem os intelectuais de plantão, mas normalmente não consigo gostar de ganhadores de Nobel! Leitura também é diversão, senão fica parecendo degustação de vinho, com descrições “exotéricas do produto”.
Por isso sempre suspeito de listas selecionadas por profissionais e interessados (em demasia) da literatura, pois tendem a se deixar levar pelas flâmulas dos grandes prêmios e pela “histeria” gerada por determinados nomes. Muitos são quase desconhecidos, mesmo para “leitores de carteirinha”. Creio que um GRANDE NOME, precisa ter um certo reconhecimento pelo grande público, como é o caso de Garcia Marquéz e Rubens Fonseca.
Mas se tivesse que apontar um dele como cabeça de lista, Umberto Eco com certeza.
Kid Bentinho says:
mar 23, 2011
Meridiano de Sangue, obra prima.
Lipe says:
mar 23, 2011
Faltou nessa lista Stephen King, que na minha humilde opinião de leitor escreve livros de terror magnificos e que até hoje não consegui achar substituto, detalhe, ele ainda é vivo!
http://pt.wikipedia.org/wiki/Stephen_King
Cito ainda Orhan Pamuk com NEVE, ganhador do Nobel. Um lindo romance que vale a pena ser lido.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Orhan_Pamuk
Mas a lista é boa. A obra de Umberto “O Nome da Rosa”, imortalizada no cinema é simplesmente linda!
Abraço.
Carlão says:
mar 23, 2011
Com certeza o João Ubaldo é o melhor do Brasil…longe de um picareta como Sarney ou um enrolão/vigarista como PCoelho. Já o Vargas Llosa pra mim é o melhor dos estrangeiros, mas o U Eco é fodão!
Sandro says:
mar 23, 2011
Nunca antes na história deste país, não vi Paulo Coelho citado ” entre os 10+”. Que bom! Acho que estava lendo coisas erradas.
Os 10 maiores escritores vivos « Café com Jornalista says:
mar 23, 2011
[...] a partir da votação de gente que entende de Literatura, entre eles o escritor Laurentino Gomes. Vale à pena conferir o resultado (clique para ver). . [...]
Angela says:
mar 23, 2011
Boa lista. Mas (todos nós teremos vários mas…), faltaram algumas escritoras que são sensacionais: Arundhati Roy, a indiana de O Deus das Pequenas Coisas, Ahdaf Souef, egípcia, de O Mapa do Amor; Kiran Desai, tb indiana, com The Inheritance of Loss. São livros de profunda percepção do papel e da condição de mulher em seus países, usando como cenário a históriarecente.
Tricolor SP says:
abr 3, 2011
Outros que acrescentaria:
Eduardo Giannetti da Fonseca
Gavino Ledda (italiano)
Eduardo Galeano (uruguaio)
Paulo Coelho (passa longe da minha lista de favoritos mas, é preconceituoso excluí-lo da literatura; e é fato que seu trabalho influencia muito).
ernest says:
abr 11, 2011
Ótima lista, não conhecia dois autores, vou procurar saber mais. Esse tipo de lista sempre causa discussões até por que sempre haverá gostos diferentes, também senti falta de alguns nomes, mas, são só dez, então, a escolha é díficil.
Chris says:
abr 28, 2011
Faltando Dan Brown aii…
(-.-’)
anonimo says:
jun 18, 2011
E J.K.Rowling?
Juliana Piesco says:
ago 18, 2011
Amei a lista! Apesar de concordar com o destaque de Vargas Llosa e Umberto Ecco (gosto muito dos dois), mas tenho que dizer que minha paixão é o Gabriel Garcia Marquez. Está rolando um boato de que ele vem pra Flip do ano que vem… Tomara!
Mais1Livro.com says:
ago 18, 2011
Pooxa. Tomara mesmo. ;D
Os 10 Maiores Escritores Vivos « Café com Jornalista says:
set 2, 2011
[...] 10 Maiores Escritores Vivos Recentemente, o site literário Mais1Livro.com apresentou a interessante lista dos maiores escritores vivos. Entre os jurados ouvidos consultados [...]
Marcos says:
set 16, 2011
Não vou falar de alguns autores da lista que não li e não tenho como avaliar. Mas dizer que João Ubaldo é melhor que Salman Rushdie? Tão de sacanagem, né? E desconfio de uma lista dessas sem Ismail Kadare e Juan Goytisolo.
Ricardo says:
out 5, 2011
hahahahahaha!!
Entre os 10 maiores escritores vivos não é que 2 são brasileiros!!Brasil… esse centro literário mundial… haha! Piada… esse pessoal viaja…
Nem o Rubem Fonseca nem o João Ubaldo entram numa lista de 10, provavelmente nem numa de 20. A literatura brasileira não é isso tudo não… que mania de grandeza hein, só pode, porque se não é sinal de que esse povo lê muito pouco. E entre os brasileiros eu votaria no Ferreira Gullar em 1º lugar, mas não tem um escritor brasileiro capaz de competir por enquanto com os nomes que ainda estão por premiar, vamos cair na real né…
Umberto Eco??????? Esse foi o pior de todos, esse cara não é nem um “grande” escritor quanto mais um dos 10 melhores vivos. Que piada, quem votou nesse não entende pícaras de literatura (de boa literatura).
Sério, lembre-se (ou leiam) escritores como Don Delillo, Salman Rushdie, António Lobo Antunes, Ian McEwan, Cormac McCarthy, Javier Marías, Enrique Vila-Matas, Ámos Oz, Orhan Pamuk, entre muitos outros e acoredem! Muito melhores do que alguns que estão nessa lista insana. Acordem!!!
E quando vejo gente sequer lembrando na existênca de nomes como Paulo Coelho (só vale pelo trabalho como compositor, como escritor só fez lixo) ou Stephan King quando o assunto é os melhores dos melhores tenho a certeza de que o mundo é um lugar muito absurdo mesmo!
Ricardo says:
out 5, 2011
Erro: o McCarthy está na lista. Mas vale pelo resto.
(Umberto Eco!!!!!!!!!!!!!!!)
Os 10 Maiores Escritores Vivos « says:
dez 7, 2011
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Weder Almeida says:
abr 10, 2012
Nessa lista, eu numeraria pelo menos mais três nomes, são eles: Nadine Gordimer, Chinua Achebe e Paul Auster. Mas listas sempre deixão lacunas. Entretanto, gostei muito da lista, principalmente pelo enigmatico Thomas Pynchon, pelo sempre elogiado Philip Roth e pelo maior contador de histórias do mundo Gabriel García Marquez, todos esses são merecedores dos prêmios e dos leitores que tem.
toni says:
abr 19, 2012
E stephen king e sidney sheldon? N concordei mui cm essa lista aí.
Mais1Livro.com, dois anos de sucesso na rede « Café com Jornalista says:
mai 7, 2012
[...] vem contabilizando a simpatia de escritores renomados e apoios inesperados. A publicação da lista dos 10 maiores escritores vivos – outro grande momento do blog –, contou com a participação de Laurentino Gomes e de outros [...]
Luigi Ricciardi says:
mai 14, 2012
Ótima lista. Eu sugeriria a inclusão de Ferreira Gullar, mas sei que é extremamente pessoal isso. Gullar tem uma força vocabular rara hoje em dia, o “Poema Sujo” que nos diga! Li a metade desses 10, e gostei de todos. Preciso conhecer melhor os outros.