Recentemente vi que há, além das publicações individuais em e-books, uma nova maneira de publicação chamada POD – print on demand -, mais uma maneira de evitar o grande desperdício que ocorre nas editoras quando o livro não tem a saída esperada, ou ainda quando há eventuais erros de revisão, diagramação, etc.

O serviço funciona assim: você entra no site da editora (ou qualquer outro meio, até mesmo um aplicativo), escolhe o formato que deseja o livro – impresso ou cópia digital – e o recebe por email ou correio.

Este modelo facilita correções na edição, uma vez que é mais fácil corrigir o meio digital do que reimprimir uma edição inteira. Também economiza dinheiro, já que o livro encomendado já está, em tese, vendido.

Mas também há fatores negativos uma vez que você não vê livro que vai comprar, não tem a noção da obra inteira como tem na livraria. Outro problema é que muitas pessoas não conhecerão o livro já que ele não estará no ponto de venda. Esse método depende muito mais do boca a boca, de recomendações de outras pessoas do que o meio convencional.

Uma solução seria colocar alguns exemplares nas livrarias e recomendar que o leitor encomende pelo site, mas também aí a pessoa teria que acessar a internet e realizar sua encomendar, algo mais trabalhoso do que ir até a livraria e sair de lá com o livro na mão.

O que precisa ser feito é uma compra racional por parte das livrarias, para que não falte e nem sobre livros que não vendem tanto e que todos os produtos que estão lá tenham saída, ou pelo menos a maioria deles.

 

Cristiane Fogaça é publicitária e aficcionada por livros. É responsável pelo blog Marketing Literário.

 

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