Quando o mar finalmente o permitiu que voltasse para casa, não poderia encontrar pior guarida. Sua adorável e cosmopolita esposa nos braços do patife que chamava de compadre.
Olhar para a arte de Thomas Allen e inventar histórias. A cada fotografia você descobre um drama, um mistério, um romance ou uma aventura que lhe convida a imaginar a sua própria narrativa. A fotografia acima faz parte da obra Pulp Fiction, na qual o fotógrafo norte-americano trabalha sobre capas de velhos romances baratos, recortando e dobrando ilustrações para criar cenas tridimensionais que podem diferir por completo dos seus significados originais.
Iluminar e tirar a fotografia, devolvendo à figura seu aspecto bidimensional, é apenas o último passo. Como um diretor de teatro, Allen dirige seus heróis, vilões e mocinhas, moldando pop-ups que podem ter origem em um ou vários livros. Embora as ilustrações “ganhem vida”, os livros continuam a fazer parte do cenário. Muitas vezes, os títulos e o nome dos autores permanecem pra satisfazer a nossa curiosidade.
O clima nostálgico, a beleza e a criatividade das fotografias são impressionantes. O trabalho de Thomas Allen já foi exposto várias galerias de arte; ganhou páginas de revistas e jornais como The New Yorker e New York Times; e, curiosamente, foi capa de outros livros.

