Poesia na árvore, de Samuel Costa*
Eu prefiro frases feitas…
Lê-las, e pensar que são minhas!
Dizer: Eu te amo…
Usando velhos clichês
Finjo ser poeta
Às vezes contista…
Uso velhos clichés
“Porque dizer eu te amo…
Não é dizer bom dia!”
Escuto velhas músicas!
E chego a pensar que a dor é minha.
Mas não é!!!
Penso em ser prosador…
Para voltar para a minha infância…
Aonde corro e corro de novo…
Corro entre becos e vielas…
…de braços abertos!
Finjo ser poeta…
…na pós-modernidade!
A ignorar regras, rimas e métricas…
A desdenhar de antigas elegias!
Todas as velhas fórmulas prontas e acabadas.
Velhas formas de amar musas intocadas…
Finjo ser versejador…
Nos tempos modernos!
E em meus versos!
Sinto que não fosses embora…
Estas perdida…entre os meus versos…
Mais profanos…
Finjo…que não te perdi para sempre,
Às vezes leio velhas poesias.
Mas, só às vezes…
E penso que são meus…
Aqueles idílios de saudade…
Eu gostaria ser um poeta.
Para pensar que não te perdi para sempre…
Imortalizar-te-ia em meus versos!
Às vezes penso ser poeta!
Na pós-modernidade!
A usar velhos clichés!
E digo: “Dizer te amo…não é dizer bom dia”
Samuel Costa é poeta em Itajaí SC.

1 comment
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jan 3, 2012
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